domingo, 1 de janeiro de 2012

O nome das coisas

Porque determinada coisa tem este nome? Quem nunca se perguntou isto? Sabemos que muita coisa do nosso idioma é derivado do latim e de línguas africanas e indígenas e a grande maioria tem significados. Normalmente não dão o nome de alguma coisa gratuitamente vindo da imaginação, e sim o seu significado. Por exemplo, moro no bairro de Pirituba. Só de olhar já dá pra imaginar uma palavra indígena. Então fui pesquisar seu significado e descobri que Piri (Taboa, um tipo de planta que nasce em brejos) e tuba (muito). Logo descobri que aqui na região deveria ser um lugar de muito brejo, principalmente por ser próximo do rio Tietê e que tinha muita taboa.

De vez em quando me surge a vontade de pesquisar simplesmente pelo prazer do conhecimento. Hoje foi um desses dias. Fiquei curioso de onde surgiu o nome dos oceanos. Logo de primeira já descobri uma outra informação que não sabia. Existem 5 oceanos no planeta e não 3 como eu acreditava. Tem o oceano Antártico e o Oceano Ártico, cada um dos pólos do planeta. Mas, enfim, o significado deles é o seguinte:
- Oceano Atlântico. Homenagem à divindade grega Atlas. O Atlântico as vezes é chamado de mar de Atlas.
- Oceano Índico deriva do seu antigo nome: Mar das Índias.
- Oceano Pacífico foi batizado pelo famoso navegador português Fernão de Magalhães que quando o atravessou pela primeira vez percebeu que suas águas eram bem mais calmas, mais pacíficas, do que a do Atlântico.
E Oceano é o nome que os antigos deram para o rio que circundava o mundo.
Com todas essas informações e com a ratificação de outra que o planeta é coberto por 71% de água e só 29% de terra, logo me veio a outra pergunta que geralmente se faz. Por que o planeta se chama Terra? Deveria se chamar Água, logicamente. E quem deu este nome?

Os primeiros astrônomos foram os gregos e eles deram os nomes de seus deuses. Hades, o deus da guerra, Hermes, deus dos ladrões e Gaia, deusa da fertilidade, foi reservada ao nosso planeta. Habitávamos Gaia, até que os romanos invadiram a Grécia e se apropriaram de todo o conhecimento. Então eles rebatizaram os planetas de acordo com seus próprios deuses. Hades, deus da guerra, em Roma se chamava Marte. Hermes passou para Mercúrio. Já Gaia não tinha um deus equivalente para os romanos. Eles traduziram para o latim e fertilidade na época tinha o mesmo significado que temos hoje para solo, território, chão e terra.

Acho facinante utilizar a internet para agregar novos conhecimentos, e não ficar somente no esquema msn-twitter-facebook-orkut.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sétimo


Sem spoilers, apenas alguns teasers.

Seqüência direta do livro Sete. Se dessem o nome de Sete parte 2 seria até mais propício. Quem pegar este livro antes vai ficar um pouco perdido por ler da metade. Mas como eu sabia que era seqüência, li primeiro o Sete.

No primeiro livro tem os sete vampiros que são reanimados em Amarração-RS, mas o vampiro Sétimo é rapidamente preso pelos outros vampiros por estes o temerem por ser o mais forte de todos. Durante todo o primeiro livro ele não participa muito da história. Neste, pelo título óbvio, ele é o personagem principal, mostrando o quão poderoso ele é.

O autor além das criações de personagens com poderes, que eu achei original de sua parte, inventa outras coisas para a sua mitologia. Do livro Sete, ele fez sete vampiros que além das características tradicionais como força física, rapidez e instintos animais, ele inventou poderes especiais fazendo parecer um grupo dos x-men.

Do livro Sétimo ele se aprofunda na história dos Tobia, humano legendário caçador de vampiros do século XIV. Todos os vampiros temem este humano. E a família dos Tobia foram ensinados com o passar dos tempos a história dos vampiros. Só que depois de 5 séculos, o Tobia atual ta totalmente destreinado e não é tão poderoso quanto seu ancestral. Logo tem que se preparar a combater aquilo que nunca viu, apenas leu. As descrições da história antiga da caça aos vampiros e do temor dos vampiros para com Tobia é muito bom. Faz ter orgulho dos humanos.

Outras descrições dos vampiros mostram que Vianco bebeu muito dos livros de Anne Rice fazendo alguns serem tão belos e irresistíveis que as vítimas simplesmente se entregam facilmente nas garras dos predadores atraídos por este fascínio, como as personagem de Alexia, Paola e o próprio Sétimo.

O autor se aprofundou mais um pouco também nas histórias de lobisomens através de Afonso, um vampiro que também é lobisomen e um dos sobreviventes do primeiro livro. Particularmente não gosto desta união de mitologias. O único filme que gostei da mistura foi Anjos da Noite – Underworld, onde mostra uma luta milenar entre as duas raças. Foi legal. Mas agora virou lugar comum e todas as histórias misturam os dois, de Crepúsculo às séries de TV de vampiros. O legal é fazer uma história juntando os dois e não fazer 100 histórias.

Mas estes livros ainda são melhores que a série Crepúsculo.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sete


Com a proliferação de histórias vampirísticas provenientes de sucessos comerciais como a série de filmes da saga crepúsculo, as pessoas já torcem o nariz para qualquer coisa que envolva a mitologia dos vampiros. Confesso que nunca fui um fã do gênero apesar de gostar de algumas histórias já feitas como as da Anne Rice.

O livro do André Vianco foi escrito antes do boom dos vampiros, então pelo menos tem uma idéia mais original e não a idéia de ter sido feito apenas pra ganhar dinheiro junto com os outros.

Um ponto positivo é de ter sido escrita por um brasileiro. Então ele envolve cidades brasileiras, principalmente de Santa Catarina e São Paulo. É muito mais agradável a leitura.

Quando escrito por estrangeiros, dos Estados Unidos, claro que eles ambientariam as histórias em cidades como New York ou Los Angeles e tratam os vampiros, como são imortais, vindos da Inglaterra, o velho continente. Gostei da idéia de Vianco fazer a mesma coisa com esta história dizendo que para nós o continente velho é Portugal. Então nada mais natural que a origem dos vampiros seja os portugueses.
Um diferencial desta história foi o fato de que cada vampiro, além de ser vampiro, tem um outro poder especial, como se fosse um mutante. Fez com que tivesse mais recursos para o desenrolar dos acontecimentos.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Sangue Quente

Livros
É uma história de Zumbi.

Lendo este pequeno parágrafo acima, muitos que não gostam do tema não lerão o livro, uma pena, pois ele é muito mais do que isto. É uma metáfora do ser humano indo contra os desígnios da vida, sendo corajoso e enfrentando todos por aquilo que acredita. São aquelas coisas que a sociedade impõe, certos tipos de comportamento, do que voce tem que trabalhar, tem que se casar, ter filhos, pagar seus impostos, etc. E se alguém não fizesse nada do que lhe foi imposto, com seria visto?

Sempre que vemos uma história, seja no cinema ou nos livros, devemos nos abstrair e deixar a mente aberta a novas idéias, mesmo que não sejam aquelas que voce acredita. A idéia é se por no lugar daquela pessoa por um dia e ver seus pensamentos, suas atitudes e apreciar o resultado seja ele qual for. Após terminar você pode refletir e dizer se faria igual ou diferente. O importante é ter esta experiência. Apesar de uma ficção contemporanea, acho que o livro atingiu isto.

Tenho a minha idéia do que é um zumbi na minha cabeça e o fato de zumbis pensando e vivendo em uma sociedade entrou de encontro àquela que eu acredito que seja mais próximo da realidade. Mas continuei lendo mesmo assim e tentando acreditar naquele mundo, pelo menos nesta história fui aceitando como verdade, que mesmo depois de morto eles ainda tinhas estes resquícios de humanidade. Mas se aceitarmos isto, toda a idéia de matar zumbis fica deturpada. O que desenrola no livro é exatamente isto, um resgate do humano que existiu um dia naquele corpo em decomposição ambulante.

O livro reflete aquele pensamento onde diz que nem todo mundo é 100% bom nem 100% mal. E que há possibilidade de redenção.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O mundo real dos filmes medievais


Depois que a gente vai lendo mais, se aprofundando em alguns assuntos, percebemos que a história que nos é contada é errada. Gostaria e ver mais filmes com histórias reais e não adaptadas ao público atual. Quando vemos filmes medievais, além das roupas antigas, dos castelos e toda aquela pompa, o resto da história é igualzinha aos nossos tempos atuais. Irrita-me às vezes.

- Sabia que o amor romântico, como conhecemos hoje, onde um homem e uma mulher só se casam por amor é uma coisa recente? Só a partir do século 19 começou algo assim e se consolidou no século 20. Antigamente se casavam para unir famílias, filho de um já era prometido para outro pelos pais. Não tinha essa história de escolher com quem quer casar.

- Ter escravos era a coisa mais normal do mundo até o começo do século 20. Todo mundo tinha escravos. Até Zumbi tinha seus próprios escravos no Quilombo dos Palmares. Seja por prisioneiros de guerra ou comércio de pessoas, sempre teve pessoas que tinham que trabalhar pra ter sua liberdade. Não eram só os vilões malvados que gostavam de aprisionar outros.

- A Europa antigamente tinha uma porção de tribos. A sociedade só evoluiu quando os romanos dominaram tudo e impuseram seu estilo de vida, assim como os Estados Unidos fazem conosco nos dias atuais.

- O sentido de propriedade que temos hoje é diferente de antigamente. Antes tudo o que você tinha era do rei. Então se ele chegasse a sua casa e exigisse todo o seu dinheiro, seus barcos, sua casa para ajudar as tropas na guerra, você era obrigado a conceder. Se você era nobre e tinha terras e casas, poderia se considerar sortudo. Os pobres nunca conseguiriam suas próprias terras. Nem se eles trabalhassem muito e tentasse comprar. Não existia comércio de casas e terras como atualmente. A história que qualquer um trabalhando duro pode vencer na vida só existe hoje.

Até o dinheiro não era tanto usado. As pessoas davam mais importância às terras. Por isso havia tantas guerras. Eram guerras por mais terras. Terra significava riqueza.
Gostaria de ver uma história contada assim nos cinemas. Sem fru-fru. Uma história fictícia, mas com um mundo bem real, para termos uma imersão maior.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Perry e o Coronel.

Mais um trecho do livro Sangue Quente.
As vezes diálogos comuns no meio da históia me faz refletir mais do que acho que o autor gostaria.

"...Estamos tentando ficar vivos porque achamos que o mundo vai melhorar um dia? E nisso que estamos trabalhando?
Mas e o agora? Tem alguma coisa que você ama neste momento que faz valer a pena estar vivo?"

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Hoje é Sexta-Feira

Dia de quê?